OpponentBook em análise: notas de adversários e de treino
Análise do OpponentBook: diário de adversários e de treino para esgrima, judo, boxe ou padel. O que é gratuito, o que o Pro acrescenta e a quem não serve.
Perdeste com o mesmo esquerdino em fevereiro e outra vez em maio – e já não te lembras do que correu mal da primeira vez? O OpponentBook nasceu para esse problema exato. É uma app de diário para atletas de competição em modalidades individuais, da esgrima ao boxe, que organiza a escrita à volta dos adversários em vez de datas: uma página por adversário, com o historial de encontros e as tuas reflexões associadas.
O essencial é gratuito e sem limite de tempo – adversários, encontros e multimédia ilimitados – e as notas ficam no teu próprio Google Drive, Dropbox ou iCloud, não nos servidores da empresa. Em contrapartida, é um produto de nicho assumido: sem competição, não te serve; os planos pagos não têm período de teste nem reembolsos; e as apps nativas para telemóvel ainda não saíram.
Veredicto num relance
✅ Vale a pena experimentar se
Competes numa modalidade individual e queres um único lugar privado para notas de adversários, reflexões de encontro e treino – com um plano gratuito que é de facto completo.
⛔ Passa ao lado se
Procuras um diário de uso geral, jogas um desporto coletivo, ou contas já hoje com apps móveis nativas, integração com wearables ou código aberto.
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O que é o OpponentBook?
Quem compete a sério numa modalidade de combate ou de um contra um cruza-se vezes sem conta com as mesmas pessoas. O adversário que te venceu em fevereiro vai estar outra vez do outro lado em outubro – e o que aprendeste nesse encontro, ou está escrito algures, ou vai-se desvanecendo e deformando na memória até à desforra.
O OpponentBook foi lançado em 2026 para dar a esse conhecimento uma casa permanente e privada. Toda a app assenta num hábito muito concreto: depois de cada encontro, escreves o que aconteceu contra aquele adversário em particular.
Cada adversário tem a sua página, com perfil, etiquetas de estilo, historial de encontros, notas livres, fotos e vídeo. Cada encontro recebe uma reflexão estruturada: o que funcionou, o que falhou, o que convém recordar da próxima vez. Um diário de treino separado cobre o que fazes entre competições.
Grande parte do valor está na própria escrita, não no software. Transformar uma impressão vaga do fim do encontro em palavras tuas – «não abrir em distância longa nos três primeiros toques: ela lê-o» – é o que converte uma sensação num plano tático que consegues ensaiar. A estrutura da app existe para isso: para que essa frase fique escrita e volte a aparecer-te à frente antes de defrontares o mesmo adversário outra vez.
A funcionalidade mais distintiva é a anotação espacial. Colocas marcadores num esquema da superfície de jogo da tua modalidade – uma pista de esgrima, uma mesa de ténis de mesa, um ringue de boxe – para assinalar onde os pontos aconteceram ou onde um adversário é perigoso. Nas modalidades de luta no solo, como o BJJ, o mapa dá lugar a posições (guarda, montada, costas).
Com encontros suficientes anotados, os marcadores agregam-se – no Premium – num mapa de calor: células verdes onde as tuas ações resultaram, vermelhas onde falharam, mais as zonas que assinalaste como perigosas e os padrões que registaste. Ao lado fica uma lista de eficácia por ação: quantas vezes a tua resposta, o teu contra-ataque ou a tua flecha marcou de facto contra aquela pessoa.
O design é deliberadamente sóbrio: não há sequências, medalhas nem pontos, uma escolha rara neste mercado. Sobre o que essas mecânicas fazem a um hábito de escrita, vale a pena ler o nosso artigo sobre sequências de diário.
E o hábito em que a app assenta tem algum apoio na investigação. Em 2009, uma equipa liderada por Tynke Toering, da Universidade de Groningen, comparou jovens futebolistas de elite com jovens fora da elite num estudo publicado na revista Journal of Sports Sciences: a reflexão surgiu entre as competências de autorregulação mais fortemente associadas ao nível de elite. É um estudo antigo, mas continua a ser citado com frequência.
Convém ler esse resultado pelo que é: uma associação numa única modalidade, não a prova de que uma app melhora resultados. Ainda assim, sugere que o balanço pós-competição à volta do qual o OpponentBook foi construído não é um ritual arbitrário.
Até que ponto é que a app conhece a tua modalidade?
São dezasseis as modalidades individuais suportadas: esgrima, ténis, ténis de mesa, badminton, padel, squash, judo, BJJ, luta olímpica, kendo, boxe, MMA, taekwondo, karaté, kyokushin e ju-jitsu. Os desportos coletivos ficam deliberadamente de fora.
Todas recebem exatamente as mesmas três coisas: um esquema onde colocar as anotações, um conjunto de campos de perfil para os adversários e um vocabulário de etiquetas próprio.
É no esquema que as modalidades divergem a sério. As de percussão e as de raquete recebem um mapa da superfície de jogo – a pista, o court, a mesa, o ringue – e os marcadores assinalam onde cada ação aconteceu.
Nas modalidades de luta no solo, o ponto de partida são as posições, e por boas razões: o sítio do tapete onde estavas conta muito menos do que estares na guarda, na montada ou nas costas.
A profundidade, porém, não está distribuída por igual – e é essa a nossa principal reserva quanto às dezasseis modalidades anunciadas.
A esgrima é claramente a modalidade onde a app vai mais fundo: tem uma estatística de prioridade em morte súbita gratuita em todos os planos, o vocabulário de esgrima atravessa as análises por ação e, nas capturas de ecrã que a empresa publica, não há outra coisa senão esgrima.
Para as outras quinze, as páginas de ajuda por modalidade confirmam que existe um esquema, campos estruturados e uma taxonomia de etiquetas – mas nunca dizem que posições, que campos ou que estatísticas cabem a cada uma. Comparámos quatro dessas páginas e são a mesma página, com o nome da modalidade trocado.
Ou seja: quem faz luta olímpica ou padel não consegue perceber, pela documentação, até que ponto a app cobre bem a sua modalidade sem se inscrever e ir ver com os próprios olhos. Isto não prova que as restantes modalidades estejam mal servidas; é uma lacuna naquilo que se pode verificar de fora, e preferimos dizê-lo a dar a entender que testámos dezasseis modalidades.
Se competes numa modalidade que não seja a esgrima, o plano gratuito é a maneira de tirar a dúvida. É precisamente para isso que serve.
E o treino entre competições?
As competições são meia dúzia de dias por ano; o treino é tudo o resto. Para essa parte, o OpponentBook mantém um segundo fluxo separado: um diário de treino em que cada sessão recebe data, categoria, duração, uma classificação de esforço percebido, notas livres e etiquetas.
É deliberadamente despojado. Não há biblioteca de exercícios, importação de wearables, GPS nem frequência cardíaca. Fica, em troca, um registo legível, semana a semana, do que fizeste de facto e do esforço que te custou.
Vale a pena levar a sério essa classificação de esforço. Em 2016, uma revisão sistemática de Anna Saw, Luana Main e Paul Gastin, da Universidade Deakin, publicada na revista British Journal of Sports Medicine, reuniu 56 estudos que comparavam a monitorização subjetiva com a objetiva; os resultados indicam que as medidas autorrelatadas acompanhavam a carga de treino aguda e crónica com mais sensibilidade do que os marcadores objetivos com que foram confrontadas.
Convém notar que essa revisão se debruçou sobre questionários estruturados de bem-estar e não sobre um único cursor de esforço. É, por isso, uma razão para registares a classificação com honestidade – não uma promessa sobre esta app. E custa uns dez segundos por sessão.
Os planos de treino fazem parte do Premium. Registas o plano que tencionas seguir: um intervalo de datas com nome e um modelo semanal de sessões, cada uma com categoria e, se quiseres, duração prevista e nota. Cada sessão ou fica fixa num dia da semana («trabalho de pernas à segunda») ou anda solta, com uma contagem semanal («condição física duas vezes, em qualquer dia»).
O que interessa mesmo vem por baixo, na comparação: semana a semana, a app cruza as sessões registadas com o plano e mostra o que foi feito, o que ficou por fazer e o que fizeste sem que o plano o pedisse – e este último costuma ser o número mais revelador do ecrã.
Há aqui duas opções de design que merecem ser sublinhadas. A comparação descreve, não julga: sem sequências, sem nota de zero a cem, sem empurrões para voltares à linha. E a IA nunca escreve nem sugere um plano – introduzes o que o teu treinador ou o teu próprio planeamento produziu, e a app limita-se a compará-lo com a realidade.
Os planos também viajam bem, e isso encaixa na forma como um treinador trabalha na prática: um plano exporta-se como um pequeno ficheiro e pode ser enviado a qualquer pessoa, que fica com uma cópia independente. O treinador escreve o bloco uma vez e distribui-o sem ninguém ter de ligar contas.
Há ainda a exportação para calendário, num ficheiro .ics normal: as sessões com dia fixo entram diretamente no calendário que já usas. As que andam soltas não têm dia para ocupar – e a app di-lo, em vez de inventar um.
O que inclui o plano gratuito?
Quase tudo. O OpponentBook inverte a fórmula habitual do freemium: a capacidade é gratuita e os planos pagos vendem análise.
| ✅ Incluído no plano gratuito | ⚠️ Atenção |
|---|---|
| Adversários, encontros e eventos ilimitados | Dezasseis modalidades suportadas – nada para desportos coletivos |
| Fotos e vídeo ilimitados, guardados na tua própria conta de nuvem | O limite de armazenamento é o do teu plano de Google Drive, Dropbox ou iCloud |
| Sincronização entre dispositivos e modo offline completo | Uma nota editada offline em dois dispositivos ao mesmo tempo fica com a versão de um deles, sem fusão |
| Exportação em PDF e Word de qualquer adversário ou bloco de treino | As exportações gratuitas levam um pequeno rodapé «Generated by OpponentBook»; o Premium remove-o |
| Diário de treino, pesquisa, etiquetas e listas multimodalidade | Por agora, só no navegador – as apps nativas para iOS e Android ainda estão em desenvolvimento |
| Eventos, incluindo a importação de torneios a partir de um ficheiro de calendário | Os planos de treino e a comparação entre plano e diário exigem Premium |
| Cópia de segurança e restauro em JSON com um clique | – |
Uma funcionalidade gratuita merece um olhar mais atento. A app regista se abriste as notas de um adversário antes de o defrontares e mostra depois a diferença na percentagem de vitórias entre os encontros que preparaste e os que não preparaste.
Com poucos dados, aparece um aviso de que ainda não há informação suficiente, em vez de uma tendência inventada. As páginas de ajuda da empresa indicam que este registo pode ser desligado, que o historial pode ser apagado e que os eventos ficam no teu próprio armazenamento.
Mesmo assim, lê essa diferença como um empurrão e não como prova. É correlação pura – e é natural que prepares com mais cuidado precisamente os encontros que mais te importam.
O que acrescentam os planos Premium, Pro e Max?
Os planos pagos vendem inteligência, não capacidade. A página de preços é clara num ponto: nada do que escreves fica alguma vez fechado atrás de uma subscrição.
| Plano | Mensal | Anual | O que acrescenta |
|---|---|---|---|
| Gratuito | 0 $ | 0 $ | O diário completo: entradas, multimédia, sincronização e exportação ilimitadas |
| Premium | 9,99 $ | 99 $ | Painéis estatísticos, mapas de calor agregados, planos de treino, resumos de adversário por IA, ditado por voz, exportações sem marca |
| Pro | 19,99 $ | 199 $ | IA sobre todo o diário: arquétipos de estilo, análise de pontos fracos, evolução ao longo das épocas, resumos pré-competição, revisões de encontro aprofundadas |
| Max | 39,99 $ | 399 $ | As mesmas funcionalidades do Pro, com cerca do dobro dos limites mensais de IA |
Os planos anuais ficam cerca de 17 % mais baratos do que doze meses avulsos.
As adições de IA no Premium são pequenas e bem delimitadas: um resumo, num toque, das tuas próprias notas sobre um adversário, sugestões de etiquetas e de campos do perfil, e ditado em qualquer campo de texto – dá para despachar o balanço a falar, no caminho de volta a casa.
O que te dizem, afinal, as estatísticas?
Os painéis do Premium são estatística descritiva simples, e é nos recortes que ganham valor. O teu registo contra as etiquetas de estilo que atribuis aos adversários – esquerdinos, contra-atacantes, adversários que entram lentos na competição – transforma um vago «custa-me competir contra esses» num número com a dimensão da amostra ao lado.
O mesmo ecrã traz os resultados por tipo de recinto e por hora do dia, a evolução das vitórias e derrotas ao longo da época e os mapas de calor agregados: somando todos os combates com um adversário, ou com todos os adversários que partilham uma etiqueta, onde marcas tu – e onde te marcam a ti?
Quem faz esgrima tem ainda uma estatística gratuita em todos os planos, e é das mais reveladoras. Os assaltos que chegam ao minuto de morte súbita aparecem separados consoante a prioridade tenha ficado contigo ou do outro lado – uma leitura direta sobre se consegues fechar os assaltos mais renhidos da época ou se só os ganhas quando a moeda cai do teu lado.
Todos os números desse ecrã saem dos encontros que tu próprio registaste, no teu próprio dispositivo – não há comparação com outros atletas, porque a app não tem outros atletas para consultar.
E a análise por IA no Pro?
O Pro lê o teu diário de adversários da modalidade em que estás a competir e procura padrões no conjunto, em vez de resumir um encontro de cada vez.
Os arquétipos de estilo agrupam os adversários que defrontas em tipos reconhecíveis e acrescentam a cada grupo o teu registo real e um ajuste tático. É a análise que responde mais diretamente à pergunta «que género de adversário me continua a ganhar, e o que devo fazer de outra maneira?».
A análise de evolução faz o mesmo trabalho ao longo do tempo: o que mudou na última época e o que ficou na mesma, com cada afirmação sustentada por episódios datados do teu próprio diário e não por uma opinião solta.


A identificação de pontos fracos trabalha adversário a adversário e examina tanto o que resulta repetidamente como o que falha repetidamente – é obrigada a olhar para as tuas vitórias com a mesma exigência com que olha para as derrotas.
As revisões de encontro aprofundadas desdobram um único assalto em várias centenas de palavras de análise fundamentada, e os temas das notas de treino releem os teus registos recentes para trazer à superfície o que andas a dizer a ti próprio sem dar por isso.
De todas, a que os atletas vão usar mais vezes é o resumo pré-competição: uma leitura curta para os minutos antes de entrares em prova, com uma linha por adversário provável, os temas que ligam vários deles e um único lembrete para ti.
Duas ressalvas pesam mais do que qualquer uma destas funcionalidades. Tudo isto é gerado a partir das tuas próprias notas, e a documentação é explícita: com dados escassos, a resposta é uma recusa e não uma conclusão inventada.
As estatísticas seguem o mesmo cuidado. A percentagem de vitórias entre encontros preparados e não preparados só aparece quando ambos os lados do recorte chegam a dez encontros, e nos restantes números vem sempre indicada a dimensão da amostra que lhes deu origem.
A IA fica firmemente do lado da análise: nunca escreve o teu plano de treino nem despeja conselhos genéricos de treinador. Cada funcionalidade de IA tem um limite mensal visível, e as análises guardadas vão para o teu armazenamento, onde continuam legíveis mesmo que canceles.
Antes de pagar, pesa um pormenor comercial: não há período de teste nem reembolsos – a posição da empresa é que o plano gratuito é o teste. Como o plano gratuito não mostra nada da IA, e a IA é a única razão para pagar, o primeiro mês de Pro compra-se em confiança.
Até que ponto é o OpponentBook privado?
Notas sobre adversários são francas por natureza: contêm a tua leitura, sem filtros, de pessoas reais, com nome e cara, que vais voltar a defrontar. A resposta do OpponentBook está na arquitetura – o conteúdo é gravado em armazenamento que já é teu, e os servidores da empresa guardam apenas o início de sessão, o estado da subscrição e um esqueleto de identificadores e datas, sem conteúdo.
A garantia de privacidade é estrutural, não uma promessa: a empresa não consegue ler notas que nunca chegou a guardar.
Esse enquadramento importa, e o próprio texto de privacidade do OpponentBook enumera as ressalvas. No modo normal, os ficheiros ficam na tua nuvem como outro ficheiro qualquer – legíveis, em princípio, pela Google, pela Dropbox ou pela Apple.
A encriptação ponta a ponta opcional sela as notas escritas com AES-256-GCM no teu dispositivo, antes do envio, e o fornecedor passa a guardar apenas texto cifrado. As fotos e os vídeos ficam de fora dessa proteção: em qualquer dos modos, são ficheiros normais na tua conta de nuvem.
Os compromissos são os de qualquer desenho deste género, como explicamos no nosso guia sobre privacidade nas aplicações de diário. A encriptação é opcional, não vem ligada por predefinição – algumas apps de diário encriptam por predefinição – e, se perderes a palavra-passe e o código de recuperação único, ninguém consegue recuperar essas notas.
A IA tem uma fronteira própria que convém conhecer. Nada sai para lado nenhum até carregares num botão de IA; nesse momento, as notas relevantes são enviadas para um serviço de IA externo, que as processa – um passo fora do modelo de tudo ficar no teu armazenamento.
Se nunca carregares num botão de IA, ou se desligares a IA de vez nas definições, nenhum conteúdo das notas sai dos teus dispositivos e do teu armazenamento. Para quem trata as notas sobre adversários como informação competitiva sensível, poderá ser essa a opção mais confortável.
Antes de continuares a ler
Se o modelo de armazenamento próprio te interessa para lá do desporto, estes dois artigos aprofundam o tema:
Onde é que o OpponentBook fica aquém?
É de nicho, por opção. Dezasseis modalidades individuais, nenhum desporto coletivo e nenhuma intenção de se tornar um diário generalista. Se queres uma única app para o diário do dia a dia e as notas de competição, aqui são duas apps, não uma.
É novo – e ainda incompleto. Foi lançado em 2026 como app de navegador, e as versões nativas para iOS e Android continuam em desenvolvimento. Não existe um historial longo pelo qual julgá-lo, e ninguém sabe ainda até que ponto o produto será mantido.
Os planos pagos não têm teste. Não podes experimentar a análise do Pro sem pagar um mês dela, e os reembolsos estão explicitamente excluídos.
Código fechado. O código do OpponentBook é proprietário, pelo que a implementação da encriptação não pode ser inspecionada de forma independente. A arquitetura limita o que a empresa poderia ver, mas estás a confiar na implementação – e não há qualquer auditoria externa publicada.
A partilha faz-se por ficheiro. Não existe conta partilhada com o treinador nem vista de equipa ligada: envias um PDF, um documento Word, um ficheiro de plano ou um ficheiro de calendário. Funciona, e é uma escolha que protege a privacidade – mas cada atualização obriga a mandar um ficheiro novo.
A IA leva as notas para fora do teu armazenamento. As funcionalidades opcionais de IA enviam as notas relevantes para um serviço externo, que as processa. Se essa é uma linha que não queres cruzar, terão de ficar desligadas – e grande parte do valor dos planos pagos vai com elas.
Para quem é – e para quem não é?
Ideal para: atletas das dezasseis modalidades suportadas – esgrimistas, lutadores, pugilistas, jogadores de raquete – que defrontam os mesmos nomes época após época, já rabiscam notas sobre adversários numa app de notas do telemóvel ou num caderno de papel e as querem organizadas, sincronizadas, exportáveis e privadas – a custo zero.
Passa ao lado se: jogas um desporto coletivo, procuras um diário para a vida e não para a competição, precisas de encriptação auditada ou de código aberto, queres já hoje uma app móvel nativa, ou esperas análise de carga de treino com dados de wearables – o OpponentBook escolheu, de propósito, não construir nada disso.
Veredicto
Em resumo
O OpponentBook faz uma coisa muito específica – um livro privado e estruturado sobre cada adversário que enfrentas – que nenhuma app de diário generalista que já analisámos tenta fazer, e oferece o essencial de graça, em armazenamento que é teu. Isso vale-lhe uma recomendação genuína para atletas em competição, temperada pela juventude do produto, pelo código fechado e pelas apps nativas em falta.
O mercado dos diários está cheio de apps generalistas e tem surpreendentemente pouco para o atleta que quer lembrar-se de como um certo esquerdino o bateu em fevereiro. O OpponentBook preenche essa lacuna com contenção: sem gamificação, com um modelo de armazenamento que mantém o conteúdo das notas fora das mãos da empresa e com estatísticas que admitem quando a amostra é pequena.
Valer ou não a pena pagar 19,99 $ por mês pela análise de IA depende de quanto competes e de quanto escreves. O plano gratuito não pede nada, por isso essa decisão pode esperar até teres uma época inteira de notas.
Perguntas frequentes
O OpponentBook é gratuito?
Sim. O plano gratuito é o diário completo – adversários, encontros, entradas de treino, fotos e vídeo ilimitados, sincronização entre dispositivos e exportação em PDF/Word – sem limite de tempo. Os planos pagos acrescentam painéis estatísticos, planos de treino e análise por IA, não capacidade.
Quanto custa o OpponentBook?
O Premium custa 9,99 $/mês, o Pro 19,99 $/mês e o Max 39,99 $/mês; os planos anuais custam 99 $, 199 $ e 399 $ – cerca de 17 % mais baratos. Não há período de teste nem reembolsos, por isso convém testar primeiro a fundo o plano gratuito.
A empresa consegue ler as minhas notas?
Em condições normais, não. As notas são gravadas no teu próprio Google Drive, Dropbox ou iCloud; os servidores da empresa guardam apenas o início de sessão, o estado da subscrição e um esqueleto de identificadores e datas, sem conteúdo. Se usares as funcionalidades opcionais de IA, as notas relevantes são enviadas para um serviço de IA externo, que as processa.
Que modalidades suporta o OpponentBook?
Dezasseis modalidades individuais – ainda que a profundidade varie de modalidade para modalidade: esgrima, ténis, ténis de mesa, badminton, padel, squash, judo, BJJ, luta olímpica, kendo, boxe, MMA, taekwondo, karaté, kyokushin e ju-jitsu. Os desportos coletivos ficam deliberadamente de fora.
O OpponentBook é o mesmo que o OwnJournal?
Não. São apps diferentes que partilham a mesma ideia: o armazenamento pertence ao utilizador. O OwnJournal é um diário generalista de código aberto; o OpponentBook é um diário de código fechado construído especificamente à volta de adversários, encontros e treino.
O OpponentBook funciona no iPhone e no Android?
No navegador, sim. O OpponentBook funciona como app web no computador e no telemóvel, tem modo offline e sincroniza através da tua própria nuvem. As apps nativas para iOS e Android estão em desenvolvimento, mas em agosto de 2026 ainda não tinham chegado às lojas; os planos pagos compram-se no site.
Testa o hábito antes da app
Não precisas do OpponentBook para descobrir se um diário de adversários te ajuda – precisas de uma entrada honesta. E se a escrita reflexiva em geral ainda é território novo para ti, o nosso guia para quem está a começar cobre o essencial.
Esta noite, abre a app de notas que já tens no telemóvel e escreve o nome do último adversário que te bateu. Depois responde a três perguntas: o que funcionou, o que falhou, o que vais tentar da próxima vez.
Se, ao fim dos próximos três ou quatro encontros, deres por ti a fazê-lo outra vez sem pensar, o hábito já é teu – e o plano gratuito do OpponentBook é um lugar natural para o guardar.